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Humanidade já consome 30% mais do que a Terra pode recuperar

postado em 17 de jul de 2010 12:05 por LiGEA USP   [ atualizado em 17 de jul de 2010 12:05 por Renata Traça ]
Humanidade já consome 30% mais do que a Terra pode recuperar
Repórter Eco mostra dados alarmantes sobre o consumo no planeta. Programa também apresenta o primeiro ônibus híbrido movido a hidrogênio, feito com tecnologia totalmente nacional

São Paulo, 15 de julho de 2010 – “Neste momento, estamos consumindo aproximadamente 30% a mais do que o mundo pode renovar, seja em ar limpo, água potável, terra agricultável ou absorção de resíduos”. A declaração de números preocupantes é de Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu, um dos entrevistados do Repórter Eco desta semana. A atração vai ao ar no domingo (18/7), às 17h30, na TV Cultura.

A equipe do programa esteve presente no evento que divulga os resultados do relatório Estado do Mundo, realizado anualmente, há 28 anos, pelo Worldwatch Institute (WWI). Segundo o estudo, na última década a humanidade aumentou seu consumo de bens e serviços em 28%. Além de excessiva, trata-se de uma prática extremamente desigual, pois está concentrada em apenas 16% da população, ou seja, a parcela mais rica responde por quase 80% dos gastos. O documento aponta soluções e caminhos para novas políticas que estimulem processos mais limpos e responsáveis.

O Repórter Eco também foi ao Rio de Janeiro mostrar o primeiro ônibus híbrido movido a hidrogênio. Feito com tecnologia 100% brasileira, é o resultado de cinco anos de trabalho de uma equipe de técnicos e pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com autonomia para rodar 300 km, o veículo – que além de não poluir, também é silencioso e confortável, vai começar a circular ainda este mês pelo campus da Universidade.

Para encerrar, uma matéria sobre Hercule Florence. Inventor, pintor, desenhista e precursor da fotografia, esse francês que adotou o Brasil como moradia, revelou os céus do Brasil há quase 200 anos por meio de suas pinturas. Suas obras do século 19 ajudam pesquisadores a entender como eram as nuvens naquela época. “A grande contribuição dele é tanto científica quanto artística, pois não se tinha nenhuma classificação das nuvens e podemos comparar o antes com o agora”, afirma o meteorologista Rubens Junqueira Vilella.

O Repórter Eco é reapresentado às sextas-feiras, às 7h30.

(Envolverde/Repórter Eco)
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