Projeto Pedagógico do Curso LiGEA

PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM GEOCIÊNCIAS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL - LiGEA
INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS/USP 2008


Introdução

     O curso de Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental (LiGEA) teve início no ano de 2004, e seu currículo recebeu modificações em outubro de 2005 no sentido de adequá-lo às exigências do Programa de Formação de Professores da USP (PFUSP), criado para cumprir as exigências da resolução CNE/CP 2/2002, com relação aos cursos de formação de professores da USP.
    Uma segunda modificação no currículo do curso foi implementada a partir de fevereiro de 2008. O presente projeto pedagógico foi elaborado no sentido de adequá-lo ao currículo vigente. Para sua elaboração, foi tomado por base o texto de Toledo et al (2005) sobre o projeto pedagógico inicial do curso.

Objetivos do curso

    O curso de Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental tem por objetivo formar educadores que possam contribuir ativamente para a plena formação dos cidadãos e para o efetivo alcance dos objetivos dos Parâmetros Curriculares Nacionais, complementando o ensino de Ciências Naturais com conteúdos na área de geociências, somados aos conteúdos de Geografia e aos conteúdos de Biociências.

Perfil do formando

    O licenciado em Geociências e Educação Ambiental atuará no ensino fundamental e médio, em especial nos colégios de ensino técnico, em disciplinas da área de Ciências da Terra e da Natureza e em Educação Ambiental, em estreita interação com as outras Ciências (Física, Química e Matemática) e também em estreita associação com os conteúdos em Biociências, além da necessária associação com a Geografia, entre as Ciências Humanas.
    O licenciado em Geociências e Educação Ambiental deve levar aos alunos o conhecimento do funcionamento do meio físico dentro de uma perspectiva de evolução dinâmica e histórica da natureza ao longo do tempo geológico, com abordagem multidisciplinar, despertando os estudantes para o significado das múltiplas atividades humanas de utilização racional dos materiais geológicos (recursos naturais) e de ocupação e interferência no meio físico.
    Este conjunto de conhecimentos e idéias é essencial para promover uma nova relação do ser humano com a Natureza, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e responsáveis com relação à ocupação do planeta e utilização de seus diversos recursos, criando meios para diminuir o impacto ambiental das atividades econômicas, e também buscando soluções para os problemas já existentes de degradação do meio ambiente.
    O profissional deve estar suficientemente preparado para compreender a realidade social na qual se insere a escola em que atua. Deve, igualmente, estar pronto a adaptar a sua atuação diante das rápidas transformações na sociedade, como agente principal na formação dos alunos de várias faixas etárias, tanto na escola básica (ensino fundamental e médio) como na de nível universitário e na de ensino técnico.
    Além disso, o licenciado em Geociências e Educação Ambiental deve estimular os alunos em sua curiosidade científica, incentivando-os à pesquisa e à reflexão ética perante a sociedade e o meio ambiente, dentro da perspectiva de aproveitamento das potencialidades locais para exemplificar os fenômenos naturais e as relações entre as atividades sócio-econômicas e a Natureza, e ainda na perspectiva da sustentabilidade.

    Em síntese, o licenciado em Geociências e Educação Ambiental levará à escola, por meio de suas atividades teóricas e práticas, o componente físico interdisciplinar ainda ausente para a compreensão geral do ambiente heterogêneo e dinâmico, atuando tanto em disciplinas em cujo conteúdo as Geociências estão fortemente presentes (Ciências da Natureza e também Geografia) como na própria Educação Ambiental e, ainda, em programas interdisciplinares de integração das várias disciplinas, previstos pelos PCN (Brasil 1999).

Competências e habilidades

    O licenciado em Geociências e Educação Ambiental terá capacitação, em atendimento aos objetivos dos PCN na área de Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias, para levar os alunos a compreenderem e a utilizarem a ciência como elemento de interpretação e intervenção e a tecnologia como conhecimento sistemático de sentido prático.

    O licenciado deverá estar habilitado a:

- utilizar elementos e conhecimentos científicos e tecnológicos para
diagnosticar e equacionar questões sociais e ambientais,

- associar conhecimentos e métodos científicos com a tecnologia do sistema
produtivo e de serviços,

- reconhecer o sentido histórico da ciência e da tecnologia, percebendo seu
papel na vida humana em diferentes épocas e na capacidade humana de
transformar o meio,

- compreender as ciências como construções humanas, entendendo seus
modos de desenvolvimento por acumulação, continuidade ou ruptura de
paradigmas,

- relacionar o desenvolvimento científico com a transformação da sociedade,
- entender a relação entre o desenvolvimento de Ciências Naturais e o
desenvolvimento tecnológico,

- associar as diferentes tecnologias disponíveis aos problemas aos quais se
propuser ou se propõe solucionar e, ainda,

- entender o impacto das tecnologias associadas às Ciências Naturais, na sua
vida pessoal, nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e
na vida social.

    Especificamente nos conteúdos geológicos que estão presentes nos PCN, o licenciado em Geociências e Educação Ambiental poderá deles tratar de maneira atualizada e conectada às questões maiores do desenvolvimento da sociedade (esgotamento dos recursos e degradação ambiental).

    O licenciado deverá estar apto a tratar esses temas sob as perspectivas:
a) da origem natural de todos os recursos materiais e energéticos utilizados e

b) da aquisição de uma idéia mais clara da real dimensão do tempo e das condições envolvidas na sua gênese, o que ampliará a compreensão do significado da sua utilização inconsequente.


    Sendo formado numa instituição de ensino fortemente ligada à pesquisa, o licenciado, em questão, terá noção do processo de construção do conhecimento geocientífico, o que poderá ser transmitido aos alunos na forma de questionamento das soluções prontas, muitas vezes apresentadas para os problemas ambientais e
de recursos.
    O licenciado terá, ainda, as habilidades necessárias para organizar programas interdisciplinares de estudo do meio, aplicando ou não trabalhos de campo, e considerando sempre que possível os parâmetros regionais e locais para dar um sentido prático e próximo aos conteúdos ministrados.

Mercado de trabalho


    O mercado de trabalho para atuação do egresso do curso de Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental configura-se no âmbito escolar e não-escolar.

    No caso da educação escolar, o licenciado pode atuar nas escolas de nível fundamental e médio em disciplinas nas quais são tratados, de forma contextualizada, temas específicos de Geociências e ainda temas e programas interdisciplinares envolvendo as Ciências da Natureza e a Educação Ambiental.
    Os Parâmetros Curriculares Nacionais, ao apresentarem os temas em Geociências dentro de diversas disciplinas das Ciências da Natureza, e mesmo nas Ciências Humanas, evidenciam e reconhecem a necessidade de um profissional educador com o perfil apresentado.
    Ainda no ensino formal, deve-se mencionar as escolas técnicas estaduais e federais, que ministram diversas disciplinas de cunho geocientífico, inseridas na formação de profissionais de diversas áreas como Mineração, Edificações, Ambiente, Agricultura, Agrimensura, Topografia e Meio-Ambiente, mencionadas nas seguintes carreiras:
  • Técnico de Mineração (disciplinas: Geologia, Tecnologia e Meio Ambiente),
  • Técnico em Meio Ambiente (disciplinas: Química do meio ambiente, Elementos de geologia, Geociências, Tecnologia de controle da poluição),
  • Técnico em Agricultura (disciplinas: Tecnologia e meio ambiente),
  • Técnico em Edificações (disciplinas:Tecnologia e meio ambiente) e
  • Técnico em Agrimensura (disciplinas: Solos, Tecnologia e Meio Ambiente).
    A grade curricular do novo curso propiciará formar um profissional inédito e qualificado para atuar na formulação de Programas de Educação Ambiental. Em junho de 2002 foi assinado o Decreto Federal nº 4.281, que regulamenta a Lei Federal nº 9.795, de 27.04.1999, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental.
    Esta inclui a Educação Ambiental em todos os níveis e modalidades de ensino, a ser integrada às demais disciplinas e aos programas já vigentes de formação continuada de educadores. Nesta regulamentação, é também incentivada a implantação da Educação Ambiental em empresas, entidades de classe e instituições públicas e privadas, ampliando ainda mais a área de atuação do futuro educador em Geociências e Educação Ambiental.
    Além disso, escolas privadas, em especial aquelas associadas à UNESCO no âmbito do Programa de Escolas Associadas - PEA, têm estabelecido disciplinas optativas na área de estudo do meio para as quais inexistem ainda educadores em número suficiente e com capacitação adequada, havendo portanto um amplo espaçoa ser ocupado pelo licenciado em Geociências e Educação Ambiental.
 
    No tocante às atividades extra-curriculares da educação escolar, em especial do ensino fundamental e médio, o perfil do novo profissional é estratégico no sentido de complementar a formação dos estudantes em temas ligados aos processos geológicos em geral e, particularmente, ao meio ambiente.

    Adicionalmente, deve ser considerado o mercado quantitativamente significativo e em franca expansão no país, representado por universidades e faculdades privadas de Engenharia, Geografia, Química e Biologia, que ministram disciplinas obrigatórias tais como Geologia Geral, Geologia Física, Mineralogia, Paleontologia, entre outras mais específicas (Cunha 1995).
    Pesquisas da Unicamp na área de Educação aplicada às Geociências (Cunha 1995) mostram a existência de disciplinas deste conjunto ministradas por profissionais formados fora da visão abrangente em Ciências da Natureza pretendida pela Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental do IGc-USP.
    O magistério no ensino superior requer formação a nível de pós-graduação, prioritariamente em programas de mestrado e doutorado, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 20/12/1996.
    Com relação à educação não-escolar, o licenciado em Geociências e Educação Ambiental encontrará campo de trabalho nas organizações que privilegiem a divulgação científica e Educação Ambiental, como museus, centros de ciência, bibliotecas, parques, associações civis, organizações não-governamentais, empresas e ainda outras.

    Incluem-se aqui aquelas ligadas ao planejamento de atividades de turismo com preocupações ecológicas, ou de programas de educação ambiental em empresas, seja para seus funcionários ou em atividades promovidas para a comunidade, nas quais poderá suprir uma lacuna deixada pela falta de conhecimento sobre a Terra, materiais e processos geológicos e riscos urbanos, entre outros temas, por parte das equipes participantes desta atividade.
   
    Tal lacuna decorre do fato de que poucos profissionais possuem formação específica em Geociências. Além disso, o licenciado em Geociências e Educação Ambiental poderá participar de programas de formação em serviço dos professores do ensino fundamental que ainda não possuem nível universitário, programas estes em implantação em várias instituições de ensino superior.

    Em síntese, a variedade de âmbitos de atuação indica que o Licenciado em Geociências e Educação Ambiental insere-se em importante demanda da sociedade e poderá suprir a lacuna atual na difusão do conhecimento do funcionamento do Sistema Terra, contribuindo assim para a formação de cidadãos responsáveis e críticos nas questões de uso e ocupação do solo e dos recursos naturais.


Organização curricular


    Para atingir os objetivos, dentro dos princípios expostos, foi composto um conjunto de disciplinas e  atividades que, desde o início do curso, colocam o licenciando em contato com questões pedagógicas e aquelas inerentes à realidade da instituição escolar, além dos conteúdos específicos da área de conhecimento.
    O curso se desenvolve com a participação de outras unidades dedicadas ao estudo da Natureza em seus diversos aspectos.
   São elas:
  • Instituto Astronômico, Geofísico e de Ciências Atmosféricas (IAG),
  • Instituto Oceanográfico (IO),
  • Instituto de Biociências (IB),
  • Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), por meio de seus departamentos de Geografia e de Letras Modernas,
  • e ainda, naturalmente, da Faculdade de Educação (FE), cuja participação é a base do desenvolvimento dos aspectos pedagógicos do curso, em integração com o Instituto de Geociências.
    Assim, além da integração com conteúdos e profissionais de várias áreas, o licenciando terá contato com uma diversidade de temas das Ciências da Natureza e das Humanidades, de forma a embasar sua formação de caráter interdisciplinar e a possibilitar escolhas para aprofundamentos segundo seus interesses e vocações.
    O conjunto de atividades didáticas, teóricas e práticas, definido no currículo do curso deve permitir a percepção, por parte do licenciando, da complexidade do contexto social e tecnológico moderno, proporcionando a reflexão sobre o papel do educador na construção contínua da sociedade, em geral, e do educador em Ciências Naturais e Ambientais, em particular, na formação dos alunos da escola básica, técnica e superior.
    Sendo uma unidade da USP com forte vocação investigativa, com um complexo de laboratórios e centros de pesquisa, o Instituto de Geociências (IGc) oferece aos licenciandos também a ocasião de vivenciar experiências na pesquisa científica, que constrói o conhecimento específico, contribuindo para a associação entre ensino e pesquisa; o licenciado, assim, saberá garantir, posteriormente ao curso, sua formação continuada, entendendo os caminhos da construção do conhecimento na área que escolheu.
    Ademais, com a demanda crescente por divulgação das Geociências, o IGc também oferece aos licenciandos a oportunidade de participação em atividades de extensão, seja no Museu de Geociências, seja nas atividades expositivas, palestras ou aulas práticas solicitadas por escolas, seja nas solicitações de apoio ao uso de materiais didáticos naturais ou modelos e materiais informatizados para ilustrar processos e materiais geológicos, ou, ainda, em cursos de atualização e reciclagem de professores da rede pública ou privada, em consonância com os princípios gerais da formação de professores por esta Universidade.
    As atividades em instituições escolares, incluindo observação, planejamento, aplicação e avaliação, que ocorrem ao longo de boa parte do curso, no âmbito de várias disciplinas, inclusive nas disciplinas “Metodologia do Ensino de Geociências I e II”, representam etapas práticas que possibilitarão ao licenciando um contato com a realidade da Educação e das escolas; este contato será aproveitado para a preparação do futuro professor em sua missão de transformar a realidade por meio do ensino de sua disciplina específica, contribuindo para a formação mais completa dos estudantes, que se tornarão cidadãos mais responsáveis em seu cotidiano, impregnado da interação com o meio físico.

Procedimentos didáticos

    As atividades didáticas são desenvolvidas em salas de aula (aulas expositivas e práticas), no campo (aulas práticas de campo), em laboratórios diversos, bibliotecas e várias outras dependências como Museus, Centros de Ensino ou divulgação de Ciências, e ainda nas escolas-campo de estágio.

    Atividades didáticas em sala-de-aula

1. Aulas expositivas: são essencialmente expositivas e apoiadas por material ilustrativo de várias origens, principalmente das experiências investigativas dos docentes do IGc e das unidades que participam do curso. Têm como objetivo, basicamente, a apresentação de aspectos teóricos (ilustrados) dos ambientes geológicos diversos, dos processos geológicos e seus materiais, temas estes organizados na sua compartimentação disciplinar consagrada.

2. Aulas práticas: são atividades supervisionadas ou com acompanhamento muito próximo de professores, sendo desenvolvidas em salas de aula, em laboratórios ou no campo. Têm como objetivo proporcionar aos estudantes a oportunidade de manipularem materiais geológicos (incluindo os paleontológicos)
diversos, possibilitando a aquisição de uma prática na identificação das espécies minerais e petrográficas, além do reconhecimento das características estruturais e morfológicas que permitem interpretação dos fenômenos geológicos registrados em cada material e seus ambientes característicos.

    Atividades didáticas em laboratório

    Em laboratório, serão utilizados equipamentos que permitem a obtenção de informações detalhadas para a identificação de materiais geológicos em seus constituintes minerais e químicos, além de recursos de informática para o tratamento de informações geológicas (geoprocessamento).
   
    Atividades didáticas de campo


    As atividades de campo, tão fundamentais como as do curso de bacharelado em Geologia do IGc, mas distintas, ocorrem em finais de semana e em dois períodos determinados das férias escolares.
    Estas atividades incluem a observação e interpretação da evolução e significado de paisagens e de exposições diversas de materiais e situações geológicas, além da preparação de coleções didáticas e de material gráfico (desenhos, fotografias, mapas, perfis) que permitam a reconstituição dos aspectos estudados no campo.
    Envolvem ainda o aprendizado de técnicas de campo, como descrição, coleta de dados e amostragem (solo, rocha, água), cartografia geológica de terrenos sedimentares, ígneos e metamórficos, incluindo confecção e
interpretação de mapas e perfis geológicos.
    Neste particular, são aproveitadas ao máximo as exposições de rochas ou situações geológicas de interesse (parques, minerações, registros de desequilíbrios do meio como escorregamentos e outros, construções civis associadas ao uso e ocupação dos materiais naturais, como barragens etc.), particularmente as situadas no entorno de São Paulo, complementadas por outras áreas, de modo a contemplar toda a diversidade geológica necessária à formação do licenciando.
    Assim, ao final do curso, os licenciados estarão aptos a organizar atividades de campo para seus futuros alunos, de todos os níveis, como também a preparar coleções científicas com finalidades didáticas e ainda reconhecer e mostrar, na prática, as intervenções humanas na dinâmica natural que trazem impactos indesejáveis em diferentes níveis, além de discutir possíveis ações no sentido da remediação dos problemas.

Estrutura curricular do curso


http://sites.google.com/site/ligeausp/disciplinas

    Na resolução CNE/CP 2/2002 é estabelecido que os cursos de licenciatura, de graduação plena, devem garantir em seus projetos pedagógicos, quatro componentes comuns:

a) prática como componente curricular (duração mínima de 400h),
b) estágio curricular supervisionado (duração mínima de 400h),
c) conteúdos curriculares de natureza científico-cultural (1.800h),
d) atividades acadêmico-científico-culturais (duração mínima de 200h), totalizando pelo menos 2.800h, ao longo de, no mínimo, três anos.

    A estrutura curricular do curso de Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental atende essas exigências e encontram-se distribuídas conforme descrito abaixo:

a) prática como componente curricular (duração mínima de 400h)

400h - Este conjunto de práticas é vivenciado:

1- nas atividades de campo relacionadas às disciplinas:
  • 0440101 Sistema Terra, com 30 horas,
  • GSA0218 Paleontologia para Licenciatura com 30 horas,
  • 0440001 Técnicas de campo em Geociências, com 30 horas,
  • 0440002 Técnicas de Mapeamento Geológico, com 30 horas,
2- nas atividades das disciplinas da Faculdade de Educação:
  • EDM0402 Didática, com 20 horas
  • e EDA0463 Política e Organização da Educação Básica no Brasil, com 20 horas,
  • e complementadas com 240 horas em atividades de atendimento pedagógico à comunidade (dentro das atividades de extensão universitária do IGc, orientadas pelos docentes envolvidos nas respectivas atividades, e ainda em outros âmbitos, que podem ser tanto na Universidade, como em escolas e ainda em outras instituições de educação não escolar).
b) estágio curricular supervisionado (duração mínima de 400h)

400h - Os estágios supervisionados do curso ocorrem nas disciplinas da Faculdade de Educação:
  • EDM0471 Metodologia do Ensino em Geociências e Educação Ambiental I, com 120h,
  • EDM0472 Metodologia do Ensino em Geociências e Educação Ambiental II, com 120h,
e nas disciplinas do Instituto de Geociências:
  • 0440318 Recursos Didáticos em Geociências, com 80 horas,
  • e 0440418 Práticas de Educação Ambiental com ênfase em Geociências, com 80 horas.
c) conteúdos curriculares de natureza científico-cultural (duração mínima de 1.800h)

1.985h - A carga horária deste item é correspondente aos conteúdos curriculares acadêmicos, científicos e culturais, de conhecimentos específicos em Geociências, Educação Ambiental e no conjunto das disciplinas consideradas básicas para o desenvolvimento daqueles conteúdos, relacionadas diretamente às
áreas de Física, Química, Matemática, Biologia e Geografia Física.

d) atividades acadêmico-científico-culturais (200h)

    Estas atividades correspondem, por um lado, às atividades acadêmico-científico-culturais desenvolvidas ao longo do curso, no contato com as instituições científicas e culturais da região, orientado por docentes do IGc, na forma das disciplinas Atividades Científicas e Culturais I, II, III e IV num total de 4 créditos-aula
(60 horas) 7 créditos-trabalho (210 horas).
    Por outro lado, envolvem também a participação dos alunos na elaboração de projetos, em oficinas, monitorias, eventos, atividades de extensão etc., cujo total de carga horária pode variar para cada aluno
em função de sua trajetória acadêmica além das atividades obrigatórias do curso.
    Assim, o licenciado cumprirá o mínimo de 270h correspondentes às quatro disciplinas mencionadas neste item.


Referência bibliográfica:

  • BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: Ministério daEducação, 1999. 364 p.
  • CUNHA, C. A. L. Geologia introdutória nas instituições de ensino superior no Brasil: análise dos cursos de ciências e geografia. 1995. Tese (Doutorado) -Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.
  • TOLEDO, M. C. M.; MACEDO, A. B.; MACHADO, R.; RICCOMINI, C.; SANTOS, P.R.; EGYDIO DA SILVA, M.; W. TEIXEIRA; MARTINS, V. T. S. 2005. Projeto de criação do curso de Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental. Geologia USP. Publicação especial, São Paulo, v. 3, p. 1-11.
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  21 de abr de 2010 17:11 Eli Toca da Onça Jaguar Protector
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